O relatório analisa o debate sobre supersalários e penduricalhos nas redes sociais, mostrando que o Judiciário é seu principal alvo e que imprensa e políticos lideram a discussão. O tema ganhou força em duas ondas - em 2021 e 2026 - com mudanças no vocabulário e nas disputas políticas, enquanto os servidores comuns seguem pouco presentes como voz no debate.

O relatório Anatomia de um debate: Supersalários e Penduricalhos nas Redes analisa como o tema da remuneração acima do teto constitucional é discutido no Instagram, YouTube e TikTok. A pesquisa observa quem são os principais atores desse debate, quais instituições estão no centro das discussões e como diferentes termos e enquadramentos ajudam a construir narrativas sobre privilégios, direitos e desigualdades no serviço público.
O estudo mostra que o debate é impulsionado principalmente pela imprensa e por atores políticos, com forte concentração nas discussões sobre o Judiciário. Também identifica duas grandes ondas de repercussão: uma em torno da Reforma Administrativa, em 2021, e outra, em 2026, marcada pela popularização do termo “penduricalhos”. Apesar da aparente convergência na crítica aos supersalários, diferentes grupos divergem sobre os responsáveis pelo problema e as soluções para enfrentá-lo.
Entre os principais temas estão:
A pesquisa reúne dados de milhares de publicações nas três plataformas e busca compreender não apenas o alcance do tema, mas também como ele é construído, disputado e enquadrado no ambiente digital.

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