Caminhos para que redações enfrentem ataques online contra jornalistas, com foco em acolhimento psicológico, segurança digital, apoio jurídico e criação de protocolos institucionais de resposta à violência nas redes.

O assédio virtual contra jornalistas tem se tornado uma das principais formas de intimidação e silenciamento no ambiente digital. Ameaças, ataques coordenados, insultos e campanhas difamatórias não afetam apenas a vida pessoal e emocional desses profissionais, mas também colocam em risco o fluxo livre de informação e o próprio exercício do jornalismo. Diante desse cenário, o relatório propõe um olhar institucional para o problema, defendendo que redações e empresas de comunicação tenham um papel ativo na proteção de suas equipes.
Produzido a partir de uma ampla pesquisa conduzida pelo International Press Institute (IPI) em redações de cinco países europeus, o protocolo reúne experiências, desafios e estratégias compartilhadas por jornalistas, editores, especialistas jurídicos, pesquisadores e profissionais de redes sociais. O estudo também ouviu mulheres jornalistas e freelancers para compreender de forma mais aprofundada os impactos específicos da violência digital sobre esses grupos, frequentemente mais expostos a ataques de gênero.
Mais do que um manual fechado, o documento funciona como um guia prático e um ponto de partida para que redações desenvolvam políticas próprias de acolhimento, prevenção e resposta ao assédio virtual. Entre os temas abordados, estão:
O relatório reforça que enfrentar o assédio virtual não é responsabilidade individual de jornalistas, mas um compromisso coletivo das instituições de mídia e da sociedade.

Evento “Crescer em Rede”, realizado pelo Redes Cordiais em parceria com a Secretaria Nacional de Direitos Digitais, reúne 23 criadores de conteúdo para discutir os impactos da nova legislação que entra em vigor dia 17