O Redes Cordiais e a Secretaria Nacional de Direitos Digitais, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com apoio do Instituto Alana, realizaram na segunda-feira (16/3) o Crescer em Rede - uma experiência imersiva para falar sobre a lei 15211/2025, mais conhecida como Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, o ECA Digital. O evento foi realizado no Palácio da Justiça, na véspera em que a nova regulamentação entrou em vigor.
A programação reuniu um grupo estratégico de 18 criadores de conteúdo, com alcance estimado em cerca de 60 milhões de seguidores, além de especialistas de diferentes partes do Brasil, que dialogam com públicos diversos. Eles participaram de uma série de rodas de conversa com debates que abordaram os impactos da nova legislação, o papel das instituições na implementação, além de temas como controle parental, classificação indicativa, publicidade, loot boxes e mecanismos de denúncia de crimes cibernéticos.
A proposta foi abrir um espaço de diálogo entre comunicadores, Governo Federal, sociedade civil e especialistas. “O ECA Digital inaugura uma nova fase da internet brasileira, mas nenhuma lei funciona sozinha. É fundamental que a sociedade entenda o que muda. Os criadores de conteúdo têm hoje um papel central nesse processo, porque são eles que ajudam milhões de pessoas a compreender temas complexos nas redes”, destacou a cofundadora da organização, Clara Becker.
A nova legislação é considerada uma das mais avançadas do mundo na proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. Entre os pontos centrais, estão o reforço da responsabilização de plataformas digitais na prevenção de danos; a adoção de medidas de segurança para prover experiências adequadas à idade; e a criação de mecanismos para reduzir a exposição de menores a conteúdos ilegais ou prejudiciais.