Cartilha educativa que apresenta conceitos, dados e ferramentas para compreender e enfrentar a desinformação climática, fortalecendo a educação midiática e ambiental no ambiente escolar.

A cartilha foi desenvolvida para apoiar educadores, estudantes e comunidades escolares na compreensão dos desafios da desinformação sobre mudanças climáticas. O material reúne conceitos fundamentais, dados científicos, referências históricas e atividades educativas que ajudam a interpretar criticamente as informações que circulam nas redes sociais e no ambiente digital.
A publicação apresenta uma introdução ao fenômeno da desinformação, explicando como conteúdos falsos ou enganosos podem ser produzidos e disseminados com o objetivo de causar impacto político, econômico ou cultural. O guia também aborda as diferentes formas que esse tipo de conteúdo pode assumir — como sátira mal interpretada, manipulação de fatos, conteúdos impostores ou totalmente fabricados — mostrando como essas narrativas se espalham nas plataformas digitais e influenciam o debate público.
Outro eixo central da cartilha é a análise das estratégias utilizadas na circulação da desinformação. O material explica como conteúdos falsos frequentemente exploram emoções como indignação ou medo para aumentar sua viralização, além de discutir o papel dos algoritmos das plataformas digitais na amplificação dessas narrativas dentro da chamada economia da atenção.
A cartilha também contextualiza a crise climática a partir de uma perspectiva histórica e política, apresentando marcos da governança climática internacional, como a Rio-92, as convenções ambientais da ONU e as Conferências das Partes (COPs), e discutindo o papel do Brasil nas negociações globais sobre clima e sustentabilidade.
Voltado especialmente ao ambiente escolar, o material destaca a importância da educação midiática e climática como ferramentas para enfrentar a desinformação e fortalecer a cidadania científica. A publicação discute como notícias falsas podem corroer a confiança na ciência e dificultar respostas coletivas à crise ambiental, além de abordar temas como ansiedade climática entre jovens e a necessidade de transformar preocupação em engajamento informado.
Além disso, a cartilha explora o papel das tecnologias digitais na circulação de informações sobre clima, incluindo os impactos dos algoritmos e da inteligência artificial na produção e distribuição de conteúdos, e propõe estratégias pedagógicas para desenvolver pensamento crítico entre estudantes.
Ao combinar ciência climática, educação midiática e práticas pedagógicas, a cartilha busca oferecer um recurso educativo que ajude escolas a formar estudantes mais preparados para compreender a crise climática, avaliar informações com base em evidências e participar de forma consciente do debate público sobre o futuro do planeta.