Pesquisa sobre os desafios enfrentados por famílias brasileiras na mediação digital de crianças e adolescentes e as estratégias adotadas para promover um uso mais seguro e consciente da internet.

A pesquisa investiga como pais e responsáveis lidam com o acompanhamento do uso da internet por crianças e jovens, combinando dados qualitativos e quantitativos, incluindo:
O objetivo foi compreender:
A pesquisa integra o projeto Redes de Proteção, iniciativa do Redes Cordiais e do ITS Rio para fortalecer práticas de segurança digital e mediação familiar.
Quase 60% dos responsáveis consideram difícil ou muito difícil acompanhar o que os filhos fazem na internet.
Essa dificuldade está associada a fatores como:
O resultado é uma sensação comum entre os responsáveis: os filhos parecem sempre um passo à frente no domínio das tecnologias.
Apesar das dificuldades, a maioria dos responsáveis tenta acompanhar a vida digital dos filhos principalmente por meio de conversas e acordos familiares.
Entre as práticas mais comuns estão:
Esses dados mostram que muitas famílias apostam em mediação educativa, e não apenas em bloqueios ou restrições tecnológicas.
O estudo identificou um baixo uso de ferramentas tecnológicas de controle parental.
Quando usadas, as ferramentas mais comuns são:
Aplicativos específicos de controle parental são utilizados por uma parcela bem menor das famílias.
A pesquisa mostra que renda e escolaridade influenciam diretamente a mediação digital.
Responsáveis com maior escolaridade e filhos em escolas privadas tendem a:
Já famílias com menor renda enfrentam mais obstáculos, incluindo:
Os responsáveis demonstram grande preocupação com os riscos digitais enfrentados por crianças e adolescentes.
Entre os principais riscos apontados estão:
Também aparecem preocupações com:
A pesquisa identificou que vários responsáveis não reconhecem que jogos digitais também funcionam como redes sociais.
Plataformas como Roblox, Free Fire e Discord permitem chats, formação de grupos e interação constante entre usuários — o que amplia riscos como contato com desconhecidos ou cyberbullying. Esse desconhecimento pode dificultar o acompanhamento efetivo das atividades online.
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